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Tia Sônia e o frevo que me formou
Há convites que chegam como quem bate à porta sem avisar, não para atrapalhar, mas para lembrar que a vida não pede licença quando decide acontecer. Na quarta-feira à noite, 28 de janeiro, o telefone trouxe o chamado: sábado, 31, Praça do Arsenal, Ciclo do Carnaval do Recife. Pouco tempo. Quase nenhum. E, ainda assim, tudo.

Carlos Filho
7 de fev.6 min de leitura


Forró do Sertão no Recife: três vozes e o mesmo chão.
Há vozes que só fazem sentido quando retornam ao chão que as pariu. A dele é dessas. Voz que não performa o sertão, é sertão em estado de presença. Daquelas que parecem cada vez mais raras, quase extintas, mas que seguem firmes, como pedra que aprende a falar.

Carlos Filho
21 de jan.5 min de leitura


Baile do Menino Deus em Recife
O Baile do Menino Deus não é apenas um espetáculo natalino. É um gesto de permanência. Um lembrete de que nossa cultura é rica, profunda.

Carlos Filho
2 de jan.7 min de leitura


Baile do Menino Deus em Goiana
Há cidades que não assistem a um espetáculo. Elas recebem.
Goiana não nos olhou de fora. Abriu o corpo antigo da sua igreja, estendeu a praça, acendeu o silêncio. E deixou que o Baile entrasse como quem volta. Nada ali era cenografia. Tudo era história. O Baile do Menino Deus, ao sair do Recife pela primeira vez, não se deslocou, se reconheceu. Na Terra dos Caboclinhos, a brincadeira de Natal encontrou espelhos: a mata, o canto, o corpo que dança antes de saber o nome do g

Carlos Filho
24 de dez. de 20255 min de leitura


Estesia & Laís de Assis na Mostra Leão do Norte
Há lugares que guardam o som da primeira vez. O Teatro Marco Camarotti é um deles. Foi ali que o Estesia nasceu, ainda sem saber o tamanho do que seria, apenas com o desejo de criar algo que nos transbordasse. Quase dez anos depois, retornamos àquele palco. E o que senti foi como abrir uma caixa antiga: dentro dela, o tempo guardou a juventude do risco, o cheiro da madeira que o piso a as paredes carregam, os ecos do primeiro aplauso.

Carlos Filho
9 de nov. de 20253 min de leitura


Carlos Filho canta bandavoou 10 anos do álbum "Nó", em show solo na Casa de Alzira
Eu estava ali — voz, violão e memórias — para celebrar os 10 anos de Nó, o álbum que a bandavoou lançou em 2015, e que ainda ecoa dentro de mim como um vento que encontra morada. Era um show solo, mas não estava só. Além da memória de todas as pessoas que fizeram parte do grupo, no teto, projetei o vídeo de “Tempo Mãe”, filmado por Marina Sobral, que também estava presente — e ao meu lado, na plateia, minha mãe, musa e destino daquela canção.

Carlos Filho
29 de out. de 20252 min de leitura
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